Mais um filmaço recomendado pelo
Theo. O Verão de Sam é uma dessas jóias perdidas nas locadoras, que provavelmente teve um lançamento porco à sua época (1999). Injustiça, porque o filme de Spike Lee tempera bem elementos como drama, comédia e suspense. É o velho Spike de sempre: falatório intenso, câmera a favor das sensações dos personagens e uma Nova York segmentada em guetos. Um elenco supimpa: Adrien Brody antes do oscar, a lindona Jennifer Esposito e o subestimado John Leguizano, que tem aqui talvez o seu melhor momento.
O filme se passa em 1977, em um dos verões mais quentes de NY, e um serial killer assombra a comunidade. A tese recorrente do diretor: o calor acendendo o pavio da intolerância. E um clima de paranóia, que Lee vem lapidando desde Faça a Coisa Certa.
nao consigo parar de pensar nos cangurus saltitantes. estou considerando seriamente a possibilidade de arrumar minhas malas, pegar meu
cachorro, minha querida
marmota e me mudar para a Austrália.
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Acabo de chegar do cinema. “O Amor Custa Caro”, dos irmãos Coen.
Quer saber?!?
Eu amei!!! Fazia tempo que não dava tanta risada. O filme é muito bom, com um humor adoravelmente cínico e absurdo. Gostei muito mesmo. Salvou a noite chuvosa de segunda-feira.
Valeu a dica, Maurício Meleiro!!!!
Quer saber como (provavelmente) vai ser
Matrix Revolutions?
Um doido aparentemente viu o filme e contou a história todinha
aqui.
Por sua conta e risco.
O filme é
Limite de Segurança. Um filmaço, diga-se. Foi dirigido pelo Sidney Lumet no auge da Guerra Fria, 63, 64, e levantava uma questão pertinente à época: com tantas bombas nucleares, e se algo der errado?
É uma das coisas mais tensas que eu já vi. Um erro no equipamento faz com que um grupo de pilotos americanos recebam a ordem de bombardear Moscou. Os EUA entram em contato com os russos tentando explicar a mancada, que vai piorando a cada momento. No desespero, o presidente americano (Henry Fonda) sai com a seguinte: ok, se Moscou for para o saco, nós mesmos destruímos Nova York!
Tenso, cara. Muito tenso.
Sam Raimi
andou dizendo que quer rodar mais uma continuação de
A Morte do Demônio. E o melhor, a New Line está considerando um confronto ASH VS FREDDY & JASON, starring the one true Bruce to end all Bruces... BRUCE CAMPBELL. Massa.
Minha casa sempre teve música. Meu pai, é um aficionado por tangos e boleros. Idolatra o Altemar Dutra mais do que qualquer coisa e adora contar histórias do tempo em que trabalhava no Bar Líder, em Londrina. Lá ele viu o Nelson Gonçalves, o Cauby Peixoto e outras figuras da boêmia londrinense daqueles tempos. Meu pai amava cinema. No tempo em que Londrina tinha trocentas salas, ele conta que saia de uma sessão e ia para outra, direto. Assistia cinco filmes por dia e colecionava revistas com as estrelas de Hollywood. Uma figura, o Professor Jáder.
Por conta disso, crescemos ouvindo falar em John Wayne, em Rita Hayworth, Kim Novak – essa era a sua gama - e tantos outros artistas que agora não vou lembrar. Um figura em especial se tornou o meu xodó: Fred Astaire.
Acho que fui me interessar por Fred Astaire para impressionar meu pai. Acho que, na verdade, o meu pai sempre quis dançar como o magrelo elegante. Fui conhecendo o dançarino pouco a pouco. Dia desses, assistindo ao Canal Futura, vi um filme com ele. Voltei no tempo. Me lembrei de quando ele morreu. Gravei o Globo Repórter para o meu pai assistir depois e, cai nas graças do magrelo elegante. Queria ser Ginger Rogers, e dançar Cheek to Cheek, como no filme O Picolino (de 1935!!!). Ter um vestidão branco daqueles, que dizem que soltava poeira e fazia o alérgico Astaire espirrar. Nossa! Não tem coisa mais linda... Até hoje, essa cena me emociona e muito. Choro até...
Acho que o cinema nunca mais vai produzir artistas como os dessa época. Pena...
"O que é isso companheiro..."
Esses dias assisti "o que é isso companheiro", em
italiano...foi o massimo! Vivo na Italia ha 3 anos. ..e
assim do nada, girando canal de madrugada (a TV italiana
é uma Mer...) vi a imgem do Rio e o titulo do
filme: "Quattro giorni a setembre". Demorei alguns
segundo pra me ligar, mas curti muito. Foi muito legal
rever aqueles atores e aquele filme que tinha visto ai
no meu pais com alguna amigos da UEL...nostalgia
tremenda.
Era tarde e tinha que acordar cedo no outro dia, mas nao
deu pra nao ver...saudades.....
E, sabe, cheguei à conclusao de que sou mais orgulhosa
de ser brasileira do que eu imaginava, e olha que eu ja
imaginava um montao!!!
É isso ai moçada...tenho orgulho da "nossa cultura", da
nossa musica, do nosso cinema, do nosso jornalismo e ate
da nossa TV...e tenho orgulho de saber e dizer que
muitos de vcs que fazem parte desse Blog foram
meus "calouros", ou colegas na UEL...nostalgia tremenda...
È isso ai Moraes, nao consigo mais passar um so dia sem
dar uma olhadinha no "Tipos"...
Baci, Angela
E quem fazia isso era a Inquisição. Mas “A Liga Extraordinária” cumpre o papel direitinho.
O quadrinho homônimo de Alan Moore era uma delícia. Meia dúzia de personagens clássicos da literatura unidos para salvar a Inglaterra de um mal terrível. Mas quem conhece Moore sabe da sopa de referências que o autor costuma fazer, o que dá brilho ao seu trabalho. “A Liga Extraordinária” virou filme – sabe-se lá porque tudo, de videogames a brinquedos, tem que virar filme nesses tempos. No caso desse "A Liga Extraordinária" jogaram o trabalho de Moore na lixeira.
Como quase tudo que se produz no cinema “arrasa-quarteirão”, a montagem é frenética e a fotografia um breu só. Não dá para entender quase nada do que está acontecendo. E nem precisa. Tem tanto clichê que a impressão é de qualquer coisa requentada. E uns erros de continuidade medonhos.
No final das contas, a seqüência que define o filme é o tiroteio na biblioteca de Dorian Gray. Voam pedaços de livros por todo lado, enquanto os personagens saracoteiam por aqui e acolá. É uma metáfora tão perfeita que é o caso de se imaginar se não está ali de propósito. Porque o filme destrói a literatura, isso sim.
Before Sunrise(Antes do Amanhecer -1996)eh uma produção independente de Richard Linklater. Esse filme eh magico, do tipo que merece ser lembrado, especialmente devido a interpretação magnífica de Julie Delpy e Ethan Hawke. Assiti ontem, pela terceira vez e resolvi fazer um post sobre ele.
Antes do Amanhecer traz um diálogo abundante e variado, com uma riqueza que poucos roteiros conseguem capturar. Uma das coisas que mais me impressiona neste filme eh como tudo parece completamente natural. O romance entre Jesse e Celine parece tao real que às vezes o espectador se sente como um voyeur.
Antes do Amanhecer eh um filme sobre a vida, romance, e o amor. Amplia as coisas pequenas, eh subjetivo e destaca linguagem corporal. Este filme eh um aglomerado de cenas memoraveis, onde questoes sobre a natureza transitoria dos relacionamentos são levantadas e deixadas em aberto para o espectador ponderar.
Antes do Amanhecer fala muito mais à mente que ao coração,eh uma realização rara e especial que merece ser visto e revisto.
Quem quiser, pode conferir o roteiro no site:
http://ppcl.chungnam.ac.kr/my/scripts/before-sunrise.htm
Agora sim! Então a recomendação do dia é “The Last Waltz”, documentário do Martin Scorsese sobre o último concerto da legendária The Band. Um showzão emocionante, com entrevistas idem e uma pá de convidados legais, de Bob Dylan a Neil Young, passando por Van Morrison e Dr. John. E como estamos falando de Scorsese, uma câmera que foge do convencional nesse tipo de filme. Não bastasse, aquela sonzera!
Em dvd, meninos.
duas artes: a comida e o cinema. e assim mil sagas, mil pratos, mil cores. mas sabores só em descrições, em imagens suculentas, em imagens vezes tórridas. a comilança, o cheiro da papaya verde (do vietnamita Tran Anh Hung) e comer beber viver(de ang lee). coisas simples da vida. necessidade. comer beber. amar viver. respirar e achar significados - ou perdê-los. comer beber viver. mais um conhaque. "mais vinho que viver é nada" (F. Pessoa)
essa é para o moraes: vi um filme bem engraçado com a brenda bethlyn, do segredos e mentiras, chamado “o barato de grace”- saving grace em inglês. o filme se passa num povoado inglês à beira mar, brenda é jardineira, foi à falência e reslve começar a plantar maconha. tem tiradas engraçadíssimas, nas locadoras de curitiba deve ter. e ela é realmente, um fenômeno. aquele rosto consegue expressar, acho eu, uns três tipos de sentimento ao mesmo tempo! esse vale a pena!

“lantana”, seus putos. “lantana” é o título em português do filme. o título original é “lantana”, e em cima vem escrito “anthony lapaglia” (sensacional), “geoffrey rush” e “barbara hershey”. gostou de
tempestade de gelo? gostou, grotinha? gostou, ygor? então vejam esse. relacionamentos e tal. vejam, vejam, seus putos.
- is there a secret to be funny?
- yes. silence!
(em “man on the moon”, ou “o mundo de andy”)
dar uma lata de morfina para cada “estadunidensedaamérica” seria uma proposta interessante. mas por que mesmo? talvez porque esse povo já esteja num estado tão avançado de uma doença confusa e convulsa em suas almas que não seria má idéia dar-lhes um paliativo. ou mais uma droga – já que a morfina pode também fazer ma-ra-vi-lhas!
interessante é que se ama os eua e ao mesmo tempo se odeia tanto. podemos dizer que esse país no norte da grande América é a total “paradoxalidade”, se é que essa palavra existe (se não já a criei e como está fica). é a nossa Geni de Chico. amada e odiada. sempre.
um amigo meu me mataria se eu dissesse que a-do-rei ver o WTC cair. suas duas fálicas torres no chão, numa brochada incrível. mas tive medo, admito, que eles só de ódio explodissem o mundo inteirinho até eles mesmos, afinal as torres eram tão lindas. mas, vc já está se perguntando, porque essa menininha boba está escrevendo considerações imbecis sobre os usa? porque assisti a Bowling for Columbine seria uma resposta? mas é.
numa sala pequenina em Berlin, os olhos brasileiros e confusos tentavam absorver numa mescla de alemão e inglês (duas línguas que domino muito pouco) esse documentário. despretensioso – desde as roupas do repórter às imagens filmadas com simplicidade infantil de um filme documentário de estudantes de jornalismo da uel – , original, bem humorado, corajoso e informativo. o filme poderia ser comparado a um blue jeans. peca, a meu ver, apenas em dois pontos em que pode ser comparado a um aqui agora – pela demagogia um pouco exagerada, mas vejam bem, é um filme americano!
Preconceitos meus à parte o documentário vale os euros gastos. não diz nada que nós já não saibamos, mas diz – através de uma boca americana – o que poucos no cinema hoje falaram em um filme de alcance ao público e de força argumentativa (apesar de simples). com o documentário podemos até achar que o brasil é menos lunático que os eua ou que os alemães no passado até que mataram razoavelmente, hehehehe. na verdade mesmo ele fala carinhosamente e impiedosamente da nossa Geni que às vezes toma forma de povo e joga pedra no mundo (ou bala nos países como Iraque, Kosovo, etc).
e ele tenta dizer, talvez, há algo de podre nessa nação. o medo, possivelmente? as contradições? a miscigenação? provavelmente não há uma resposta acertada. mas aprofundando um pouquinho só, deve-se lembrar que esse país não deixa de ser o que ele de certa forma simboliza. o sistema capitalista. que em suas contradições alcança suas metas e se fortalece. então, nesse sentido, o documentário também é só mais um sintoma dessa doença...
na verdade acho que prefiro os musicais. como a Geni e o Zepelim.
alguém conhece esse filme. ainda estou pasma. é com o marcelo mastroiane. podia escrever algo sobre esse filme lá no blog sobre comida. mas nossa,,,, depois escrevo mesmo sobre ele. mas assistam porque é um filme realmente escatológico, chocante e humano. muito bom!
... fomos ao cinema. Um antigo, enorme, clássico, com Marlene Dietrich em preto e branco adornando a parede do hal em tamanho monumental! E lá assistimos a Bowling for Columbine. E chegando em casa conseguimos - finalmente! - fazer o download completo dessa peca única, chocante e esclarecedora de fatos mal contados, mal interpretados. Se puder, nao perca!
PS. Bowling for Columbine é também um pé no saco dos jornalistas e de Charlton Heston.