cinema

Joga pedra na Geni!

dar uma lata de morfina para cada “estadunidensedaamérica” seria uma proposta interessante. mas por que mesmo? talvez porque esse povo já esteja num estado tão avançado de uma doença confusa e convulsa em suas almas que não seria má idéia dar-lhes um paliativo. ou mais uma droga – já que a morfina pode também fazer ma-ra-vi-lhas!

interessante é que se ama os eua e ao mesmo tempo se odeia tanto. podemos dizer que esse país no norte da grande América é a total “paradoxalidade”, se é que essa palavra existe (se não já a criei e como está fica). é a nossa Geni de Chico. amada e odiada. sempre.

um amigo meu me mataria se eu dissesse que a-do-rei ver o WTC cair. suas duas fálicas torres no chão, numa brochada incrível. mas tive medo, admito, que eles só de ódio explodissem o mundo inteirinho até eles mesmos, afinal as torres eram tão lindas. mas, vc já está se perguntando, porque essa menininha boba está escrevendo considerações imbecis sobre os usa? porque assisti a Bowling for Columbine seria uma resposta? mas é.

numa sala pequenina em Berlin, os olhos brasileiros e confusos tentavam absorver numa mescla de alemão e inglês (duas línguas que domino muito pouco) esse documentário. despretensioso – desde as roupas do repórter às imagens filmadas com simplicidade infantil de um filme documentário de estudantes de jornalismo da uel – , original, bem humorado, corajoso e informativo. o filme poderia ser comparado a um blue jeans. peca, a meu ver, apenas em dois pontos em que pode ser comparado a um aqui agora – pela demagogia um pouco exagerada, mas vejam bem, é um filme americano!

Preconceitos meus à parte o documentário vale os euros gastos. não diz nada que nós já não saibamos, mas diz – através de uma boca americana – o que poucos no cinema hoje falaram em um filme de alcance ao público e de força argumentativa (apesar de simples). com o documentário podemos até achar que o brasil é menos lunático que os eua ou que os alemães no passado até que mataram razoavelmente, hehehehe. na verdade mesmo ele fala carinhosamente e impiedosamente da nossa Geni que às vezes toma forma de povo e joga pedra no mundo (ou bala nos países como Iraque, Kosovo, etc).

e ele tenta dizer, talvez, há algo de podre nessa nação. o medo, possivelmente? as contradições? a miscigenação? provavelmente não há uma resposta acertada. mas aprofundando um pouquinho só, deve-se lembrar que esse país não deixa de ser o que ele de certa forma simboliza. o sistema capitalista. que em suas contradições alcança suas metas e se fortalece. então, nesse sentido, o documentário também é só mais um sintoma dessa doença...

na verdade acho que prefiro os musicais. como a Geni e o Zepelim.

Publicado em 15 de janeiro de 2003 às 04:55 por isis

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